Salsas, Festa das Almas e dos Reis

Hoje em dia, a festa dos Reis de Salsas é celebrada no primeiro fim-de-semana do ano. Neste dia, geralmente no dia 1 de Janeiro, é nomeado o mordomo e os “caretos” começam a cumprir as suas funções, ou seja, saem pelas ruas e procuram raparigas para chocalhar nem que para isso tenham de entrar em casas.

Benjamim Pereira refere que, na noite do dia 6 de Janeiro, os “caretos” visitam o mordomo.

No dia 6 de Janeiro é feito um peditório no qual estão presentes os mascarados, e o resultado reverte para as Almas. São os mordomos que reúnem a população para o mesmo.

Cantam-se os reis, deseja-se um bom ano e pede-se esmola – dinheiro ou alimentos.

É ainda feito um leilão com os produtos angariados, em honra das Almas.

Todos os habitantes e intervenientes da festa convivem, dançam, comem e bebem.

 

“Caretos” de Salsas

Os fatos destes “caretos” são feitos de lã bastante colorida e são enfeitados com franjas. As cores predominantes são o vermelho, o azul, o amarelo, o verde e o preto.

O capuz faz parte do seu fato, e do mesmo pende uma franja, até meio das costas.

A sua máscara é feita de cortiça, madeira ou lata. Pode ser pintada – geralmente de preto, vermelho e branco. Pode ter ainda dois chifres, sobrancelhas, bigode feito de pêlo, dentes, ou a língua de fora.

A zona dos olhos é vazada e, geralmente, o nariz é saliente.

Algumas destas máscaras podem ser bastantes grotescas.

Usam um pau na mão.

 

Fontes e Bibliografia:

PEREIRA, Benjamim, 1973, Máscaras Portuguesas, Lisboa, Museu de Etnologia do Ultramar.

PEREIRA, Benjamim [coord.], 2006, Rituais de Inverno com Máscaras, Bragança, Instituto Português de Museus.

TIZA, António Pinelo, 2004, Inverno Mágico, Ritos e Mistérios Transmontanos, Lisboa, Ésquilo.