Santulhão, Carnaval

Em Santulhão um dos momentos altos no Carnaval é o Julgamento do Entrudo, e será o mesmo que passaremos a descrever.

Antes do julgamento propriamente dito existe uma espécie de cortejo, durante o qual as figuras principais são transportadas “em máquinas agrícolas” (TIZA, 2004:263), até à praça central de Santulhão, onde já se encontram não só os espectadores como os mascarados – estes estão a atirar farinha para cima de tudo e de todos.

A disposição das figuras transportadas é a seguinte: anunciador, Entrudo – este vai acompanhado da sua esposa e filhos –, advogados – tanto de defesa como de acusação – e o juiz. Estamos, deste modo, perante o que se irá afigurar como sendo um “verdadeiro” julgamento, que visa condenar os males efectuados pelo Entrudo. Quais ou o que representam estes males? Nada mais, nada menos do que os actos menos dignos do povo, que são assim espelhados no Entrudo. A punição será feita através do fogo – são atirados para uma fogueira ali acesa bonecos que personificam o Entrudo.

 

Fontes e Bibliografia:

TIZA, António Pinelo, 2004, Inverno Mágico, Ritos e Mistérios Transmontanos, Lisboa, Ésquilo.